EventosFotos: JC Curtis/Fundacc

A construção da Casa Caiçara, um dos grandes sucessos do Festival do Camarão, está a todo vapor. Com previsão para ser entregue até o próximo sábado (7), nesta edição terá 144 metros quadrados, bem maior que no ano anterior que foi de 108 m2.

São 10 funcionários da Fundacc – Fundação Educacional e Cultural de Caraguatatuba trabalhando há duas semanas na construção de toda estrutura, revestimento e acabamento para entregar casa ainda mais bonita nesta 21ª edição do festival do crustáceo mais querido do litoral.

A casa conta com telhado e paredes de pontalete de eucalipto, bambu verde trançado para segurar o barro nas paredes, pente de piaçava para a cobertura do telhado e cerca de 6m³ de barro amarelo para revestimento e acabamento. As portas e janelas são feitas com tábuas rústicas.

Durante este Festival, caiçaras estarão dentro da famosa casa para receber turistas e moradores e vender comidas típicas, como café feito no coador de pano e no fogão à lenha, bolo caipira, paçoca, além da Casa da Farinha, que mais uma vez será comandada pela Família Gonzales, tendo à frente o casal Ailton e Dulcinéia.

Este ano o 21º Festival do Camarão será realizado em dois finais de semana, de 11 a 15 e 19 a 22 de julho, a partir das 11h, exceção da abertura que será às 18h do dia 11.

Outra novidade é que nesta edição será comercializado também pastel de queijo e batata frita, para melhor atender o público que gosta de participar do festival, mas que não consome o crustáceo. A festa ainda contará com 20 barracas para pratos feitos à base do camarão, duas para doces e a Tenda das Artes, com artesanatos de artesãos locais, além de atrações musicais e performances de dança.

O Festival do Camarão é realizado pela Fundacc e Prefeitura de Caraguatatuba em parceria com a Comunidade Pesqueira da Praia do Camaroeiro.

O evento visa a valorização, preservação, proteção e divulgação do patrimônio cultural e imaterial, arraigado à vida pesqueira dos caiçaras de Caraguatatuba e tem o propósito de ser fonte de renda para a comunidade pesqueira, com exclusividade aos pescadores de camarão do entreposto de pesca da Praia do Camaroeiro, além de reunir os saberes da tradição local, não somente por meio da gastronomia, mas também por meio do artesanato identitário e outras manifestações culturais e registros audiovisuais do cotidiano da vida caiçara.