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Deficiente visual há cerca de 15 anos, Roberto Miranda, 49 anos,  viu na poesia uma forma de se livrar da depressão. O poeta, que escreve desde criança, retornou às poesias quando se viu incapacitado até de trabalhar.

Sempre muito ativo Roberto, que só tem 5% da visão do olho esquerdo, não pode realizar atividades que antes eram do seu cotidiano. “Não posso mais jogar bola, dirigir ou até mesmo trabalhar, fiquei cego”.

Com ajuda um amigo, que transforma as poesias em músicas e as interpreta, o poeta criou o canal para postar as suas poesias musicadas. “Todas as letras são dele, eu faço apenas a parte de musicalizar e interpretar”, diz Júlio César, que compõe os arranjos.

Para escrever ele conta com a ajuda das filhas Paloma, 13 anos, e Paula, 19 anos. “Eu escrevo em um papel e elas passam para o computador para mim porque eu não consigo reler”. Segundo Roberto, já são 2 mil músicas compostas e seu sonho é um dia entregar uma delas a um cantor.

Em seu canal ele fala um pouco de seu sonho e coloca as músicas interpretadas e produzidas por Julio César. Uma delas se chama “Diferente”, onde demonstra com versos tudo que passa no seu dia a dia sem a visão.

Roberto nasceu em Santo Amaro, na capital paulista, e veio para Caraguatatuba com apenas 3 anos de idade. Ele fala sobre isso na poesia que escreveu para o Concurso de Poesias Caraguatatuba –  Novos Tempos, Novos Rumos e um Novo Futuro” – realizado pela Fundacc – Fundação Educacional e Cultural de Caraguatatuba.

Para conhecer mais do trabalho e das músicas de Roberto no YouTube, acesse o link : https://goo.gl/9rk3PT

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