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O bate-papo realizado com jurados do FET- Festival Estudantil de Teatro tem mostrado a sensibilidade de jovens estudantes de teatro que usam o palco do Auditório Maristela de Oliveira como cenário para apresentação de suas peças. Choro, gratidão, expectativa, curiosidade são alguns dos sentimentos mostrado por essa galera que, em algumas situações, fazem sua estréia param público diferenciado.

Aos 10 anos, o estudante Fábio Soares da Silva Filho, morador no Gaivotas, não conteve a emoção e caiu em lágrimas quando foi perguntado sobre sua história e como iniciou no teatro. “Em moro com minha família em um barraco e era muito tímido. Mas queria fazer algo diferente que não fosse ficar só no celular. Fui fazer teatro no Poiares há um ano e hoje estou aqui e sei que é isso que quero para a minha vida”.

Assim também foi o depoimento da maioria do Grupo Teatral Amianto, de Caraguatatuba, que encenou a peça “É Cada Pataquada”, com direção de Jaqueline Pires.

A jovem Ellen Serrão, 13 anos, do Itaúnas, mandou uma direta aos jurados Gabriel Abi Harb, Keiliane Dias, Henrique Cardim e Jessyca Biazzini ao contar que “eu era meio louca agora que entrei par ao teatro fiquei super louca”.

Lyandra Vitória da Silva Rios tem 10 anos e há três começou a fazer teatro. Sua interpretação convenção tanto que todos se surpreenderam quando o ‘padre’ da peça era uma menina.

Com dicas sobre posicionamento no palco, como melhor ainda mais a interpretação, como liberar o sentimento que quer passar à platéia, esses jovens puderam saborear tudo que a equipe técnica passou.

Os jurados ainda mandaram recados para os pais dos jovens estudantes de teatro para que os incentivem e não achem que seja algo apenas para passar o tempo. “Muitos pais têm hábito de falar para a criança parar de fazer teatrinho, parar com a arte, mas esse é o momento do incentivo”, apontou Jessyca Biazzini.

Cardim incentivou que as peças sejam levadas para dentro da comunidade, para que os jovens mostrem o que fazem e a partir daí cresçam cada vez mais. “Fala com o diretor da escola, apresente a peça, vocês pertencem a essa comunidade”.

Os jurados ainda lembraram que essa geração é um diamante bruto a ser lapidado. “Os diamantes estão aí, é só saber lapidar”, disse Gabriel Harb.

Mais informações pelo site fundacc.sp.gov.br ou pelo Facebook (facebook.com/fundacc).