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Abertura da exposição “Grupo Escolar Adaly Coelho Passos – Educação, História e Reverência”, realizada na noite da última sexta-feira, no MACC – Museu de Arte e Cultura de Caraguatatuba, foi marcada por emoção e reencontro, especialmente entre professores e diretores que fizeram a história da unidade.

A maioria quis falar ao receber como lembrança uma fotografia do antigo grupo escolar, sem conter as lágrimas nos olhos. A presidente da Fundacc – Fundação Educacional e Cultural de Caraguatatuba, Silmara Mattiazzo, abriu a exposição falando da importância do grupo para a cidade, para ela, par todos que passaram pelo Adaly. “Quando ingressei como professora, minha primeira atribuição de aula foi nesse espaço. Eu era apenas uma menina, mas quem é professor é porque tem o dom”.

A professora Anna Theresa Debreix Graciottin foi diretora do Grupo Escolar de 1971 a 1982 e depois assumiu a Delegacia de Ensino do Litoral Norte de São Paulo. Pelos relevantes serviços prestados foi agraciada com a Comenda Tomaz Camanis Filho.

Ela se aposentou em 2010 e fez questão de comparecer para relembrar um pouco da história do Adaly. “Esta é uma noite muito especial. A gente sente na pele o que foi essa escola”, disse a professora, fazendo questão de lembrar aqueles que ajudaram a escola.

A professora Maria Morais de Oliveira, in memorian, também foi lembrada e suas filhas receberam a homenagem.

“Estou emocionada e feliz neste momento por estar nesta casa onde fui professora por 10 anos, de 1956 a 1965. Quero agradecer o convite e parabenizar os promotores deste resgate dessa escola tão importante para a formação da juventude caraguatatubense”, disse a também diretora e delegada de Ensino, Itaci Cardoso Malta Ferreira.

Nesta mesma linha seguiu a professora Adolfina Leonor Soares dos Santos. “Quero agradecer aos meus alunos e todos aqueles que tiveram a brilhante ideia de recuperar e ressuscitar as memórias do Adaly”.

O professor Roaldo Fachini fez questão de lembrar que foi aluno por quatro anos na escola, depois fez Magistério e teve a grata satisfação de retornar como professor. Dele, ainda surgiu a ideia de que adiantava o relógio em 10 minutos para sair mais cedo. “Não era eu não, era minha cunhada”, fez questão de destacar.

Ele ainda agradeceu a homenagem, especialmente por ser feita em vida a vários colegas seus. “Se deixar para agradecer depois de morto, até pombo vem sujar”, falou com a seriedade que lhe é peculiar.

Também foram homenageados as professoras e irmãs Izilda Marques Pinto Nardi e Iracema Maria Marques Pinto Nardi, a professora Lia Vieira, o professor Percival Bento Rangel, o professor de Educação Física, Oswaldo Everaldo Alksnins, a secretária Diva Tomazzi e o comerciante Mitsuo Kashiura.

A presidente Silmara ainda fez questão de agradeceu a colaboração de todos que cederam algum tipo de material para a lembrança da escola. “Patrimônio imaterial nós temos muito, mas o material, infelizmente, muita coisa se perdeu, foi parar no lixo. Por isso, quero agradecer ao seu Val da Banda que colaborou imensamente para que tudo acontecesse, com empréstimo de canetas, tinteiros, cadernetas escolares, palmatórias, relógios, entre outros, assim como a dona Anna Theresa que resgatou muito material do lixo”.

De acordo com o diretor do Museu, Alexandre Palaiologos, a exposição ficará aberta até o dia 29 de setembro e pode ser visitada de terça a sábado, das 10h às 18h.