MACC

 

O MACC – Museu de Arte e Cultura de Caraguatatuba foi considerado “acima da média” da maioria das estruturas encontradas no interior do Estado de São Paulo. Dos três níveis de avaliação, foi considerado como de nível dois, sendo o número 1 o básico.

A análise foi feita por Tina Lopes, coordenadora do Museu Monteiro Lobato, em Taubaté, e articuladora do Encontro Regional que teve sua 5ª edição realizada nó último dia 22, em Caraguatatuba, promovido pelo Governo do Estado de São Paulo através do Sistema Estadual de Museus (Sisem), de sua Secretaria de Cultura e apoio da Fundacc – Fundação Educacional e Cultural de Caraguatatuba.

“Dentro do Cadastro Estadual de Museus, já pode ser considerado nível 2”, disse Tina, apontando como pontos positivos a sala da Reserva Técnica, o espaço físico, as salas de exposições permanentes e temporárias, o acervo separado de acordo com as classificações, o acolhimento, vídeo institucional e entretenimento para os visitantes.

“A maioria dos museus não tem essa reserva técnica tão bem estruturada como vimos por aqui”, afirmou.

 

O MACC recebeu cerca de 30 técnicos durante o 5º Encontro Regional de 2017 – Articulação das Instituições Museológicas da Região Administrativa de São José dos Campos.

Coordernador do Museu Histórico e Pedagógico Conselheiro Rodrigues Alves, de Guaratinguetá, o professor Custódio Ferreira Filho disse ter ficado encantado com o que viu e que será feito um intercâmbio entre os municípios para que artistas de Caraguá possam levar conhecimentos à terra do Frei Galvão.

A diretora de Patrimônio Histórico da Secretaria de Cultura de Ilhabela, Cintia Bendozzolli, destacou a importância da participação no encontro uma vez que o museu do arquipélago será instituído: “Ele foi criado, mas ainda não está em operação e conhecer essa estrutura foi muito importante para a gente que quer a ampliação do nosso Centro Cultural”.

Visita e palestra

Além de conhecer toda a estrutura do MACC, os participantes tiveram a oportunidade que conferir palestra ministrada por César Rocha, chefe de Seção de Projetos Arquitetônicos de Acessibilidade da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência e do ldoso (SEPEDI) de Caraguatatuba, que abordou a questão da acessibilidade nos espaços culturais.

Detalhes como espaço para cadeirantes, pisos especiais, altura de iluminação e exposição, uso de plataformas e elevadores para acesso foram abordados durante a palestra e chamaram a atenção dos participantes, porque muitos prédios na região de São José dos Campos são considerados patrimônios históricos e, no geral, têm mais adaptações do que reformas.

Representante do Santuário de Aparecida, Jonatas Veloso contou aos presentes que, no Santuário, já usam um carro escalador para facilitar o acesso das cadeiras de rodas pelas escadas. O investimento de dois deles, austríacos, foi em torno de R$ 80 mil.

Na avaliação do diretor do MACC, Alexander Palaiologos, o encontro superou todas as expectativas: “Foi um sucesso e entendemos que a administração pública e da Fundacc estão no caminho certo”.