Os curadores da exposição “Carelli – O tom de uma vida inteira” reuniram na noite de abertura, amigos artistas que acompanharam e trabalharam com o mestre durante sua permanência em Caraguatatuba; Mieko Ukeseki e Mario, de Cunha (SP), Fabio Sapede, gravador, e Carminha Sapede, encadernadora, ambos do Ateliê Etser. O ceramista Ben Hur Vernizzi, grande parceiro de Carelli, também prestigiou a homenagem, assim como demais artistas e amigos.
A neta do artista, escritora, ilustrado e diretora, Rita Carelli, veio prestigiar a homenagem pelo centenário do avô, assim como o filho do artista, Gil Mendes Carelli. As modelos Ana Gondim, Fernanda Figueiredo Trujillo e Clarissa Kimura, que por anos acompanharam o trabalho do Núcleo Desenho Vivo, também marcaram presença.
Para recepcionar os convidados, o Duo Projeto Brasilidades, com Mayara Blanco na voz e violão de Vinícius Marques, apresentou repertório de músicas brasileiras. Estiveram presentes na abertura, a sra. Eloíza Antunes, a ex-presidente da Fundacc e secretária de governo, representando o prefeito Mateus Veneziani da Silva, e Junior Silva, diretor cultural, falou em nome do presidente da Fundacc, Adba Cuba. O público ainda ouviu a assessora técnica do Macc, Edna do Espírito Santo de Assis e os curadores, Bel Galvanese, Bernadete Silva, Ana Dias, Edson Macedo e Rafael Marotti, integrantes do Núcleo Desenho Vivo.
Com pinturas, mosaicos e painéis cerâmicos, a mostra centenária de Antonio Carelli no Museu de Arte e Cultura de Caraguatatuba (Macc) segue até o dia 19 de setembro para visitação, de terça a sábado, das 10h às 18h. A entrada é gratuita e a classificação é livre.
“Carelli – o tom de uma vida inteira” traz um recorte da obra do artista, com seu olhar sensível sobre tucanos e a Mata Atlântica de Caraguatatuba, refletindo o cenário que o acolheu nos últimos 40 anos. Carelli faleceu em fevereiro de 2021.
Obras inéditas
A exposição mostra que ainda há muito a ser descoberto sobre o artista. O público poderá conhecer obras inéditas de Carelli; dois mosaicos “Pássaros” de 2005 e 2008, e um painel cerâmico produzido em 2008, “Floresta” – 168x200cm, adquirido para acervo do museu. Em suas saídas para pintar paisagens, Carelli comprou dois tucanos de madeira caixeta – também em exposição – produzidos por artesãos da praia de Camburi na cidade de São Sebastião. A partir desses pássaros ele cria, por quase 20 anos, diversas pinturas, painéis cerâmicos e mosaicos, explorando os variados ângulos, cores e tamanhos.
Contribuição para arte regional
Antonio Carelli chegou à Caraguatatuba em 1986 e ao lado de Sandra Mendes, sua esposa e também artista, criou o Projeto Arte Litoral Norte, um movimento artístico que incluía a realização de exposições, debates, publicações e vídeos.
Em 1999 participou da criação do ‘Núcleo Desenho Vivo’ no Projeto Arte Litoral Norte. Carelli foi um dos responsáveis pela introdução da arte cerâmica em Caraguatatuba, ao lado de Mieko Ukeseki e Sandra Mendes. Também integrou a equipe de implantação da Rota da Cerâmica, em 2009.
Em parceria com a Fundacc realizou um curso de cerâmica, passando a atuar como colaborador e apoiador da Cultura em Caraguatatuba.
Em homenagem ao seu trabalho e trajetória, Carelli recebeu um lugar especial nas paredes do Teatro Mario Covas, onde está exposta, permanentemente, uma obra de 7m². Também foi homenageado como patrono das Salas de Exposições Temporárias do Museu de Arte e Cultura de Caraguatatuba (Macc).
Publicações sobre o artista
Na obra” Antonio Carelli: visualidades de um artista em constante evolução”, de João Spinelli, publicada em 2010, sua história e inúmeras obras preenchem e inundam o olhar do leitor em suas 190 páginas.
Já no livro “O artista que teimava em ser muitos”, um painel multicolorido e poético pelas mãos de Arminda Jardim e Bel Galvanese, a vida do mestre Carelli é apresentada de forma lúdica para crianças e apresenta alguns aspectos da vida do artista paulista. Ambas as publicações podem ser adquiridas na Loja do Museu.
O Macc está localizado na Praça Dr. Cândido Motta, 72 no Centro de Caraguatatuba.


























